O dia 20 de novembro é dia de reflexão, a semana da
consciência negra veem para nos mostra e fazer compreender que o povo
brasileiros tem sangre hibrido, precisamos ressaltar que somos um povo
multicultural (mistura bem sucedida de indígena, europeu e africano), de acordo
com essa premissa vale salientar que nossos antepassados escravizados saíram
forçado do seio de sua terra natal para trabalhar de forma humilhante no novo
mundo e milhares nem conseguiram atravessar o oceano.
O Quilombo foi um meio de resistência, milhares de negros e
índios fugiam para a mata fechada em busca de sua liberdade e muitos morriam
tentando. Nesse contexto é preciso ficar evidenciado que existiam a escravidão
rural e a escravidão urbana, cada uma com suas peculiaridades.
Os negros que trabalhavam nas lavouras de cana-de-açúcar,
mineração e nos cafezais foram os que mais sofreram a estigma da escravidão. Os
negros que trabalhavam na zona urbana desfrutavam de regalias jamais imaginada
pelos negros das senzalas, os escravos de ganhos sempre tinham uma profissão e
tinha como juntar um dinheiro para depois comprar a sua alforria, existem milhares
de relatos sobre esse aspecto da escravidão urbana.
A luta pela liberdade era grande, muitos até se alistaram
para participar como voluntários da pátria na guerra do Paraguai com intuito de
conquistar a sua liberdade através da guerra.
A cultura africana que foram herdado por nossos
contemporâneos é de imenso valor, através de ações afirmativas podemos agregar
e resgatar valores que foram deixado por aqueles que labutaram e padeceram em
nossa terra.
O que me deixa triste é o preconceito ainda existente em
nossa sociedade atual. Precisamos de politicas publicas que conscientizem e que
não condenem as pessoas que ainda sofrem com esse distúrbio chamado racismo.
Através do sincretismo religioso herdamos o candomblé e a
umbanda, por pouco não nos tornamos uma sociedade muçulmana, milhares de negros
de origem islâmica também foram trazido para o Brasil. Em 1835 tivemos a
revolta do Malês, os negros que participaram desde evento tinha sua fé em
"Alá é o único Deus e Maomé o seu profeta", a revolta citada foi logo
reprimida.
Os negros africanos e os negros nascido no Brasil através
uma junção cultural entre os índios e os portugueses, sentiram a necessidade de
criar táticas de guerrilhas durante as invasões holandesas no nordeste
brasileiro, com o passar do tempo os negros fizeram milhares adaptações.
Durante o século XIX estava criada uma arte marcial chamada
de capoeiragem, depois da proclamação da republica a capoeiragem foi proibida
através de decreto na constituição de 1891 e liberada depois de 1937 com a
implantação do Estado Novo.
Com a marginalização foram necessários milhares de outras
novas adaptações e camuflagem, seguindo essa linha de pensamento podemos
afirmar que a proibição foi favorável ao desenvolvimento da capoeira como
esporte genuinamente Brasileira, já que na África e nem em outros países que
passaram pelo processo de escravidão negra a capoeira não se desenvolveu.
Por fim, é preciso afirmar as belas palavras de Martin
Luther King que sirva para o Brasil e para o Mundo: Eu tenho um sonho (...) Um
dia, [viveremos] numa nação onde [as pessoas] não serão julgados pela cor de
sua pele [nem pela sua Religião] e sim pelo conteúdo de seu caráter. [grifo
meu]
Vou deixar aqui a minha homenagem a alguns negros que fez
historia no Brasil, Cruz e Sousa (poeta), Teodoro Sampaio (engenheiro), Tobias
Barreto (jornalista), Henrique Dias (herói e fidalgo), os irmãos José e
Domingos Neto (Médicos), Antonio Rebouças (advogado), Machado de Assis (escritor),
Andre Rebouças (engenheiro), Martagão Gesteira (médico pediatra), José do
Patrocínio (farmacêutico e escritor) Manoel Querino (jornalista), Ernesto
Carneiro Ribeiro (educador), Manoel dos Reis Machado (mestre de Capoeira),
Vicente Ferreira Pastinha (mestre de Capoeira) entre outros mestres de Capoeira
que deixaram seu Legado de Peleja e Sabedoria em prol de uma arte que foi
criada na amargura da escravidão no Brasil.
por Lauro Leandro
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